Mudança é mais importante que aparência
A maioria dos adultos tem dezenas de pintas, e quase todas são benignas. O que diferencia uma lesão que merece investigação não é ela ser escura, grande ou saliente: é ela ter mudado.
Uma pinta estável há vinte anos tem significado diferente de uma pinta que escureceu em três meses. Por isso o histórico vale tanto quanto o exame, e por isso vale observar a própria pele com alguma regularidade.
A Dra. Flávia explica quando a lesão preocupa

Em menos de um minuto, o que faz uma lesão sair da categoria de acompanhamento e entrar na de investigação.
- Por que a mudança importa mais que a aparência isolada
- O que observar entre uma consulta e outra
- Quando não vale mais esperar
A regra do ABCDE
Cinco características que orientam a avaliação de lesões pigmentadas. Uma só já justifica mostrar a um especialista.
- Assimetria: uma metade da pinta não corresponde à outra
- Bordas irregulares, recortadas ou mal delimitadas
- Cores variadas na mesma lesão, com tons de marrom, preto, vermelho, branco ou azulado
- Diâmetro maior que 6 milímetros, embora lesões menores também possam ser suspeitas
- Evolução: qualquer mudança de tamanho, cor, formato, relevo ou sintoma
Outros sinais que pedem avaliação
Além do ABCDE, alguns comportamentos da lesão chamam atenção por si só.
- Pinta que coça, arde ou dói sem que você tenha batido ou arranhado a região
- Sangramento espontâneo ou ao menor toque
- Pinta que destoa visivelmente de todas as outras do seu corpo
- Lesão pigmentada nova depois dos 40 anos
- Pinta sob a unha, na palma da mão ou na planta do pé, regiões que merecem atenção redobrada
Quem precisa olhar a pele com mais atenção
Alguns fatores aumentam o risco e mudam a frequência recomendada de acompanhamento.
- Pele clara, olhos claros, cabelos ruivos ou loiros, e dificuldade para bronzear
- Histórico de queimaduras solares com bolhas, principalmente na infância
- Exposição solar intensa por trabalho ou lazer, comum em Santa Catarina
- Mais de 50 pintas no corpo ou pintas grandes de nascença
- Caso de melanoma na família ou diagnóstico prévio de câncer de pele
- Uso de medicação que reduz a imunidade ou transplante prévio
Como a avaliação é feita
A investigação é objetiva e costuma resolver a dúvida na primeira consulta.
- Exame da lesão e de toda a pele, para comparar o padrão das suas pintas entre si
- Dermatoscopia, que mostra estruturas de cor e vasos invisíveis a olho nu
- Registro para comparação futura, quando a conduta é acompanhar em vez de operar
- Exérese com estudo anatomopatológico, quando a lesão é suspeita
Quando a conduta é retirar
Diante de uma lesão pigmentada suspeita, a retirada completa com estudo anatomopatológico é o caminho que dá a resposta definitiva. Em melanoma, esse exame também mede a espessura, que orienta todo o tratamento seguinte. Veja como é a cirurgia para melanoma em Brusque.
Por que não fazer só uma raspagem
Em lesão pigmentada suspeita, remover apenas uma parte superficial pode impedir a medida correta da espessura, que é justamente o dado que define a conduta.
O que acontece depois do resultado
- Lesão benigna: encerra o caso, com orientação de acompanhamento
- Lesão maligna: define-se a margem adequada e a necessidade de pesquisa de linfonodo sentinela
- Resultado indeterminado: pode ser necessário ampliar a área ou revisar a lâmina
O que fazer até a consulta
- Não tente remover, queimar ou tratar a pinta por conta própria
- Registre a lesão com boa luz e uma régua ao lado, e leve o registro na consulta
- Se tiver fotos antigas da região, mesmo casuais, leve também: servem de comparação
- Proteja a área do sol
- Separe laudos de avaliações anteriores, se existirem
Onde é feita a avaliação
O atendimento acontece no consultório no Centro de Brusque, e as cirurgias são realizadas no Hospital IMAS. O agendamento é direto pelo WhatsApp, sem necessidade de encaminhamento.
- Consultório: Avenida 1 de Maio, 62, Sala 02, Centro, Brusque - SC
- Cirurgias: Hospital IMAS, Brusque - SC
- Atendimento particular, sem filas de espera
- Região atendida: Brusque, Guabiruba, Botuverá, Tijucas, Nova Trento, Canelinha, São João Batista e Gaspar
Perguntas frequentes
Toda pinta que muda de cor é melanoma?
Não. Pintas podem escurecer com sol, gravidez ou simplesmente com o tempo. O que define a necessidade de investigação é o conjunto: velocidade da mudança, assimetria, bordas e diferença em relação às outras pintas do corpo.
Pinta que sempre foi escura precisa ser retirada?
Não necessariamente. Uma lesão estável há anos, com padrão regular, costuma ser apenas acompanhada. A decisão considera o aspecto na dermatoscopia e o seu histórico de risco.
Retirar uma pinta faz o câncer se espalhar?
Não. Essa é uma crença antiga e sem fundamento. A retirada com técnica adequada é justamente o que permite o diagnóstico e o tratamento, e quanto mais cedo é feita, menor tende a ser a cirurgia.
Quanto tempo leva para sair o resultado?
O prazo depende do laboratório, mas em geral o laudo anatomopatológico fica pronto em alguns dias. O retorno é agendado já considerando esse intervalo.
Preciso tirar todas as pintas se tenho muitas?
Não. Ter muitas pintas aumenta a importância do acompanhamento, não a indicação de retirar todas. Retiram-se as que apresentam características suspeitas.
Uma pinta que mudou merece ser olhada
Se você notou mudança de cor, tamanho ou formato em alguma pinta, agende uma avaliação. A Dra. Flávia Magalini examina a lesão e define a conduta na mesma consulta.
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