O que é o carcinoma basocelular
O carcinoma basocelular é o tipo mais frequente de câncer de pele. Ele nasce na camada mais profunda da epiderme e está ligado, na maioria das vezes, à exposição ao sol acumulada ao longo da vida.
Ele cresce devagar e quase nunca se espalha para outros órgãos. O cuidado está no crescimento local: sem tratamento, a lesão aumenta e pode atingir os tecidos ao redor, o que deixa a cirurgia maior, principalmente no rosto.
A Dra. Flávia explica o que o laudo diz

Em menos de um minuto, por que o laudo é o documento que orienta a cirurgia.
- O que o laudo analisa no microscópio
- O que significa margem comprometida
- Por que cada detalhe pode mudar a conduta
Recebi o laudo. E agora?
Se a biópsia confirmou carcinoma basocelular, o próximo passo é planejar a retirada completa da lesão. Traga o laudo na consulta: ele informa o subtipo do tumor e, quando a lesão já foi retirada, se as margens ficaram livres.
- Subtipo: alguns são mais superficiais, outros crescem com mais profundidade e pedem margem maior
- Margens: margem comprometida quer dizer que ficou tumor na borda e, em geral, é preciso ampliar
- Localização e tamanho: definem a margem e a forma de fechar a ferida
Como é a cirurgia
O tratamento mais usado é a retirada da lesão com uma margem de pele saudável ao redor. O tecido vai para o estudo anatomopatológico, que confirma se o tumor saiu por completo.
Anestesia e tempo
Na maior parte dos casos, a cirurgia é feita com anestesia local, sem internação.
- O procedimento costuma ser rápido
- Você vai para casa no mesmo dia
- Os pontos são retirados em consulta de retorno
Fechamento da ferida
Quando a lesão é pequena, o fechamento costuma ser direto. Em áreas como nariz, pálpebra e orelha, pode ser necessário um retalho ou enxerto de pele.
- O planejamento considera as linhas naturais da pele
- A prioridade é retirar todo o tumor, e depois o fechamento
Outras formas de tratamento
Em casos selecionados, principalmente lesões superficiais, existem alternativas à cirurgia. A indicação depende do subtipo, do tamanho, da localização e da saúde de cada pessoa.
- Curetagem e eletrocoagulação
- Crioterapia
- Medicamentos de uso na pele
- Radioterapia, quando a cirurgia não é possível
Depois da cirurgia
Quem já teve um carcinoma basocelular tem mais chance de ter outra lesão de pele ao longo da vida. Por isso o acompanhamento continua depois da cicatrização.
- Retorno com o resultado do laudo e a confirmação das margens
- Exame periódico de toda a pele
- Protetor solar, chapéu e roupa com proteção nas horas de sol forte
- Atenção a ferida que não cicatriza ou lesão nova que cresce
Sinais que pedem avaliação
Nem toda lesão de pele é câncer, mas algumas merecem ser mostradas logo: uma ferida que não fecha em quatro semanas, uma lesão perolada que cresce, uma casca que sai e volta no mesmo lugar. Veja quando uma mancha na pele que não cicatriza precisa de investigação e como funciona a cirurgia de câncer de pele em Brusque.
Perguntas frequentes
Carcinoma basocelular é grave?
É o tipo de câncer de pele com menor risco de se espalhar, e quase nunca atinge outros órgãos. Mas cresce no local e pode invadir os tecidos ao redor, por isso deve ser tratado assim que diagnosticado.
Carcinoma basocelular tem cura?
Na maioria dos casos, a retirada completa com margens livres resolve a lesão. O acompanhamento continua porque novas lesões podem aparecer em outras áreas da pele.
A cirurgia é feita com anestesia local?
Na maior parte dos casos, sim, sem internação. Lesões maiores ou em áreas delicadas podem exigir outro tipo de anestesia, definido na consulta.
O que significa margem comprometida no laudo?
Que ficou tumor na borda do tecido retirado. Em geral, é indicada uma nova cirurgia para ampliar a margem e completar o tratamento.
Vai ficar cicatriz no rosto?
Toda cirurgia deixa cicatriz. O planejamento considera as linhas naturais da pele e a forma de fechar a ferida, mas a prioridade é retirar todo o tumor.
Preciso de encaminhamento para a consulta?
Não. A consulta é agendada diretamente pelo WhatsApp. Traga o laudo da biópsia e fotos antigas da lesão, se tiver.
Com o laudo em mãos, o próximo passo é o planejamento
Se a sua biópsia indicou carcinoma basocelular, agende uma consulta. A Dra. Flávia Magalini analisa o laudo, define a margem e explica cada etapa antes da cirurgia.
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